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Como fazer as coisas acontecerem?

person on a bridge near a lake

Nesta reflexão o psicólogo Felipe Rosenberg fala um sobre como fazer as coisas acontecerem na vida e no final faz um convite aos leitores.

No início D’us criou o céu e a terra. A terra era sem forma e vazia, com escuridão sobre a face das profundezas, mas o espírito de D’us movia-se sobre a superfície da água. D’us disse: “Seja luz”, e a luz surgiu. D’us viu que a luz era boa, e D’us dividiu entre a luz e a escuridão. D’us chamou a luz “Dia”, e a escuridão Ele chamou “Noite”. Era tarde e era manhã, um dia. (Bereshit,1:1 a 1:5)

Conexão consigo mesmo, eis uma coisa que é difícil ver ensinando e aprendendo na escola, no nosso mundo. Na real, é mais o contrário, em especial, na adolescência, período de grandes crises, construção de nossa identidade e personalidade, busca de inserção no mundo, vive-se muito o discurso de ter intimidade com alguém, mas já chegou a pensar que para ter uma intimidade significativa com o outro é necessário ter intimidade, proximidade, familiaridade, consigo mesmo? Intimidade é sinônimo de confiança em si e no outro, fundir nossa identidade com alguém sem medo de perdê-la, tanto a pessoa, quanto a nós mesmos. Bem como, aceitar o outro em sua particularidade e diferença. Sim, ter intimidade com alguém envolve sacrifício, compromisso, comprometimento, cooperação, confiança, amizade, e habilidade de compartilhar algo com alguém, não é algo fácil, ainda mais quando chegamos a vida adulta e não sabemos quem somos. Haja ansiedade, “necessidade” de controlar tudo, controlar o outro, não conseguindo controlar a nós mesmos e nossas emoções com medo de perder algo que nos traz coesão, estabilidade, paz de espírito. Peraí, esse algo que temos medo de perder é algo de fora ou algo de dentro? E quando não temos certeza se é algo de dentro, será que podemos exigir que o de fora o satisfaça, complete esse vazio fora do comum? O outro vem para me completar ou complementar?


Grande parte dos problemas de relacionamento vem da falta de intimidade consigo mesmo, autoconfiança, autovalor, autoestima, que em uma sociedade de curtidas e likes necessitam do aprovação do outro existir, para “completar”. Se uma coisa essa pandemia ensinou é a habilidade, a necessidade de estar bem consigo mesmo para seguir, dar prosseguimento a vida, projetos, relacionamentos. Ao contrário que o status quo reverbera, passa dia a dia, ser bem sucedido não é ter o carro do ano, estar com a mulher ou homem da revista ou da novela/seriado, ter casa de praia ou campo, um bom emprego, mas como diz o ensinamento judaico milenar: “feliz é aquele que está satisfeito com o que tem”, tanto no contexto material, espiritual e pessoal. Como alcançar isso, Felipe? Quais as consequências de não aceitar a si mesmo?


Entre as consequências está em não conseguir deslanchar, mostrar seu potencial, contribuir com o mundo, vivendo ficando muito focado no que não tenho e gostaria de ter, vivendo no passado e na comparação com o outro, vivendo a vida para o outro e não com o outro, em um relacionamento que nos faz mal, invés de viver no presente na colaboração com o outro. Colaboração no sentido de fazer algo junto ou fazer uma parceria, pois convenhamos, apesar do discurso individualista da sociedade atual, somos seres sociais, precisamos do outro para transformar e fazer ainda mais diferença no mundo e pode não parecer, mas quanto mais colaboramos, fazemos algo além de nós mesmos, mais as coisas funcionam, fluem. Experimente: invés de acordar e se perguntar, o que eu quero do mundo, pergunte-se, o que o mundo quer de mim?


E D’us fez a Luz, o Dia e a Noite. Como imagem e semelhança Dele também podemos viver na luz e na escuridão, reconectados ou desconectados de nós mesmos. Hoje a ciência vem cada vez mais falado da importância da espiritualidade para conexão consigo mesmo, para aprender a saber diferenciar o que é meu, do Outro e o que vem da sociedade. Não é a toa que a palavra religião vem de religare, religação, logo como religar consigo mesmo, Felipe? Eis uma boa questão para tratarmos na nossa próxima sessão de psicoterapia e espiritualidade do @descobrindoosentido e um bom motivo para conferir, se inscrever, participar do novo curso do Torah com Você, Vida Destravada.

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